Há diversos mecanismos biológicos que podem explicar a relação entre a curta duração do sono e o diabetes. Estudos laboratoriais mostraram que a privação de sono reduz a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. Em outras palavras, a secreção inadequada de insulina pelo pâncreas, juntamente com o aumento dos níveis de glicose no sangue devido à falta de sono, pode levar ao desenvolvimento de resistência à insulina e ao diabetes tipo 2.2 Além disso, a curta duração do sono tem sido associada ao aumento de marcadores de inflamação,3 que indicam uma inflamação sistêmica de baixo nível e desempenham um papel crucial no desenvolvimento do diabetes. Dessa forma, é possível que a interrupção do sono esteja relacionada ao diabetes devido a um mecanismo de inflamação sistêmica de baixo grau.4
Por fim, o sono curto está relacionado ao aumento dos níveis de grelina, hormônio responsável pelo aumento do apetite, e à diminuição da leptina, hormônio que regula a saciedade. Isso pode resultar em períodos de alimentação mais longos, elevando o risco de ganho de peso e, consequentemente, aumentando os riscos para a saúde.5 Dessa forma, há uma procura por refeições mais rápidas e calóricas, o que favorece o ganho de peso e contribui para a obesidade. Como se sabe, a obesidade aumenta a resistência à insulina, um mecanismo diretamente ligado ao diabetes tipo 2. Além disso, a obesidade por si só é um fator de risco significativo para a doença.
Então... O sono é vital para um metabolismo equilibrado.
















